03 julho 2011

QUER PUBLICAR SEU LIVRO? DICAS DO QUE FAZER E DO QUE EVITAR

Oi Pessoal!

Acho que todo mundo que se interessou pelo título desse post tem o mesmo sonho, publicar seu livro, não é? Isso é meio óbvio, mas se você chegou aqui procurando informação, veio ao lugar certo.
Assim como você eu também sou uma simples mortal em busca de um lugar ao sol na cena literária brasileira.

Bem, vou contar à vocês minha experiência própria e cada um pode extrair dela aquilo que for útil para si.

A primeira coisa que eu fiz quando pensei em fazer um livro, claro, foi colocar mãos à obra e começar a escrever. Na verdade, eu não queria ser uma "escritora profissional" queria escrever pra mim, porque EU precisava daquilo, sentia necessidade de me expressar e contar uma história. Só quando terminei de escrever pensei que seria legal compartilhar minha história com outras pessoas que talvez se identificassem com ela.

Meu método de escrita é bem intuitivo, pode vir de alguma cena que vejo na minha vida real, na vida de amigos, na TV, ou, na maioria das vezes, de algum sonho que tive. Sempre que tenho uma ideia eu anoto, mesmo que demore para utilizá-la, ela fica ali na minha gavetinha até surgir uma oportunidade onde ela se encaixe.

Com meu primeiro livro de romance foi assim: usei uma experiência real da minha adolescência e criei toda uma alegoria para transformá-la numa história interessante para o resto do mundo (afinal, quem se importaria com a história real de uma tal de Francine Cruz?). Além do mais, ele não é um livro de autobiografia e sim de ficção.


A partir dessa idéia inicial, comecei a imaginar os personagens, o local onde a história se passaria,
quem seriam os mocinhos e vilões, qual seria o tema central, etc. Elaborei um esqueleto da história com a forma que eu gostaria que ela começasse, tivesse andamento e terminasse. Sim, eu já sabia o final da minha história antes de começar a escrevê-la!

Sei que alguns autores começam a escrever sem saber onde a história os levará, mas eu não sou assim. Para conseguir escrever o começo e o meio preciso saber onde quero chegar ao fim. Claro, durante o processo algumas idéias mudam, os personagens começam a ter vida própria e nos guiam para lugares onde não esperávamos que os colocaríamos, mas isso só é possível porque no início eu já tinha um rumo.

Depois de fazer o esqueleto tudo fica mais fácil. O caminho está traçado, só é preciso criar os meios de se chegar até seu final.

Minha idéia inicial ficou mais ou menos um ano engavetada até eu começar a trabalhar nela, mas, quando comecei pra valer acredito que demorei cerca de 6 meses para escrever o livro todo. Depois, cada vez que eu o relia tinha vontade de mudar alguma coisa, apagar outras ou acrescentar mais. Sempre achava que ainda não estava bom e resolvi mandá-lo para uma revisora de português. Gastei uns bons trocados e ela me devolveu o livro todo corrigido. O que eu fiz depois? Li novamente e mudei mais um monte de coisas! Ou seja, desperdicei meu dinheiro por ser tão afoita!

Ainda afoita, peguei os endereços de algumas editoras, gastei mais dinheiro ainda com xerox, encadernação e correio e enviei meu "original". Cerca de um ano depois comecei a receber cartinhas com coisas do tipo: "Seu original não se encaixa em nossa linha editorial", "Nosso cronograma de publicações já está fechado pelos próximos anos", etc, etc, etc. Isso quando recebia resposta, porque algumas editoras nem sequer mandaram a fatídica cartinha.

Enfim, desperdicei meu tempo, meu dinheiro e minhas esperanças. Engavetei de novo meu livro.

Mas eu não sou de desistir facilmente, insisto até o fim. Voltei a ele e li, reli, dei pra algumas pessoas lerem e darem suas opiniões e continuei mexendo aqui e ali. Meu livro era tão bonitinho e tinha potencial, eu sabia! Mas porque nenhuma editora se interessava?

Bem, acredito que meu erro foi primeiro: ser muito afobada, segundo: querer fazer tudo sozinha sem ter experiência pra isso e terceiro: ter procurado somente as grandes editoras, aquelas que com certeza tem pilhas e pilhas de originais na fila para serem lidos e que precisam dar muito lucro com tiragens de 50.000 exemplares!

Ainda bem que surgiu uma luz no meu caminho: o site do escritor best seller Nicholas Sparks! http://www.nicholassparks.com/  Sim, por incrível que pareça foi lá que eu encontrei dicas preciosas como por exemplo: procurar um agente literário!

Essa foi sem dúvida a melhor dica. Corri atrás de agentes, mandei emails e tal, mas aí surgiu outro problema: no Brasil ainda existem poucos agentes literários e a maioria só trabalha com autores já consagrados! Mas eu queria justamente um agente que me lançasse no mercado pois se eu já fosse consagrada não precisaria de ajuda pra encontrar uma editora!

Aí, por acaso encontrei o Andrey do Amaral http://andreydoamaral.blogspot.com/ que foi a pessoa mais sincera do mundo comigo e me esclareceu muitas coisas sobre o mercado editorial. Meu primeiro contato com ele foi através de seu livro: Mercado Editorial: Guia para Autores. Comprei o livro direto dele e, depois que li, voltei a entrar em contato com ele.

Como eu já disse, ele foi super sincero comigo, não prometeu mundos e fundos e nem sequer prometeu que me agenciaria! O trato que fizemos foi o seguinte: eu o contrataria como revisor e leitor crítico do meu livro e, se ele achasse interessante, poderíamos conversar a respeito de um futuro agenciamento.

Me deu aquele medinho e insegurança de escritora amadora, mas resolvi investir. Pelo menos ele tinha sido sincero né?

Enviei meu original por email mesmo (nem precisei gastar com cópia e correio!) e depois de um tempo ele me devolveu com várias sugestões, críticas construtivas e correções. Foi uma revisão muito diferente daquela primeira que eu havia feito. Naquela, a revisora só corrigiu o portugês, na do Andrey, ele apontou os pontos fortes, pontos fracos, trechos que estavam muito bons, trechos que precisariam ser modificados, personagens em quem eu poderia dar mais enfoque, etc. Enfim, uma leitura super crítica e profissional e era isso que eu queria!

Então chegou o momento que eu mais esperava: afinal, ele iria ou não me agenciar?
Ainda bem que ele aceitou! Leu meu livro e quis apostar nele junto comigo. Imaginem minha felicidade!? Puxa, se ele que trabalha com isso e conhece o mercado acha que meu livro tem potencial é porque realmente algum mérito eu tenho né?

Fiz as correções que o Andrey sugeriu e o contratei como meu agente. Novamente, nada de falsas promessas. Ele buscaria as editoras mas, como não é editor, não podia me dar certeza que eu seria publicada. Tudo bem né, vamos tentar pelo menos!

Para surpresa dele (e minha também!) não demorou muito e começaram a surgir oportunidades em diversas editoras. Ele, com sua experiência, foi me orientando em qual seria a melhor para o meu perfil e enfim meu sonho estava se realizando: assinei contrato com uma ótima editora comercial!

Descobri com tudo isso que a pressa é inimiga da perfeição e que uma das coisas que pode prejudicar um autor estreante pode ser ele mesmo e sua afobação.

Mesmo depois de assinado o contrato, o livro não sai imediatamente. É preciso diagramá-lo, fazer a capa e, claro, esperar o melhor momento para lançá-lo! Atualmente meu livro encontra-se quase pronto: com uma diagramação linda, uma capa mais linda ainda e só esperando o momento de ir para a gráfica!

Estou muito feliz, porque sei que em breve estarei com ele em minhas mãos e também nas melhores livrarias! Isso também é importante, pois de nada adianta você publicar um livro se não tiver um local adequado para vendê-los (o que é uma das maiores dificuldades da auto-publicação!)

Por isso, meus colegas, deixo essas dicas pra vocês: escrevam, escrevam, escrevam, corrijam, corrijam, corrijam, NÃO TENHAM PRESSA e não queiram resolver tudo sozinhos: uma ajuda profissional como a de um agente faz toda a diferença!

Se vocês forem ao blog do Andrey, verão que ele agencia muita gente famosa, mas eu também estou lá! Quem sabe um dia eu também não serei uma pessoa famosa??? Hahahaha Nunca se sabe né?  

Boa sorte e muito sucesso a todos vocês!

Ah, e não esqueçam de comprar o Amor, Maybe daqui a alguns dias!!!

Eu aviso vocês quando ele sair, mas guardem esse nome: Amor, Maybe de Francine Cruz!

Qualquer dúvida, estou aqui!

16 junho 2011

21º Festival de Inverno da UFPR em Antonina - 2011


Esse ano terei novamente o prazer de passar uma agradável semana (de 09 à 16 de julho) trabalhando na bela cidade de Antonina, PR. O Festival de inverno atrai muitas pessoas para o litoral paranaense no mês de julho e é uma honra fazer parte de um evento cultural desse porte.

Nesse ano colaborarei com duas oficinas juntamente com minha amiga Mariana. Daremos uma oficina para crianças pela manhã e para idosos à tarde.

Para animá-los e convidá-los deixo o cronograma dos espetáculos e oficinas, quem se interessar deve correr para fazer as incrições, pois elas sempre acabam rapidinho!

FESTIVAL DE INVERNO UFPR

fonte: http://www.proec.ufpr.br/festival2011/index.htm

Sair do espaço acadêmico formal e aprender, trocar experiências, respirar cultura em uma cidade histórica. Assim é o Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná que, todos os anos no mês de julho, transforma a pequena cidade de Antonina, no litoral do estado, em um caldeirão de artes.


Oficinas de artes visuais, música, dança, artes cênicas, artesanato e comunicação para crianças, jovens e adultos inundam salas de aula e levam para as ruas resultados de muita criação. Palcos nos mais diversos espaços da cidade se abrem para, sem distinção, apresentar ao público o que a cultura brasileira tem de melhor.

Relação dos espetáculos aprovados pela Comissão para o 21º Festival de Inverno da UFPR em Antonina entre os dias 09/07/11 e 16/07/11:

“Ziriguidum” - Grupo Siricutico
“La chose Vivante ” – Companhia PalavrAção de Teatro da UFPR
“Trechos de Ópera” – Coro da UFPR
“Olhando-te” – Grupo Merengue
“Musicae Brasilis” – Grupo de MPB da UFPR
“A História do Violão Brasileiro” – Aluísio Coelho
“O Melhor da Soul Music” – Banda Big Wilson
“Na Fazenda das Meias”- Anima Teatro de Bonecos
“Só em Acapulco” – Téssera Companhia de Dança da UFPR
“Duo Felix Bravo” – João Felix e Bernardo Bravo
“Banda Primeira Impressão”
“Assim Será” – Cia Ti BiriBão de Teatro de Bonecos
“A Beira do” – Christiane Macedo
“Grupo de Choro do Laboratório de Etnomusicologia da UFPR
“Jacobloco”
“As Aventuras de Tito e seu Cãozinho” – Cia Artymus de Teatro de Bonecos
“Ensemble DeArtes da UFPR”
“Música Latino-Americanas para Quatro Violões” – Quarteto Zenamon
“Cidade Estrangeira” – Banda Liquespace
“Molungo”
“Compadre Rico e Compadre Pobre” – Companhia Karagozwk
“Memória dos Seres Inanimados” – Benedita Companhia de Teatro
“Recital Didático de Tabla Solo” – Rodrigo Fonseca
“Banda Punkake”
“A Vaca Lelé” – Companhia Cênica Trama das Artes
“Pessoalmente Fernando” – Rafael Camargo
“Recital Lester” – Lester Baldini
“Filarmônica Antoninense”
“Grupo de Seresta Canto do Mar”
“Fuá- Opereta” – Grupo Fuá
“Dr. Mouse: no mínimo, o MÁXIMO” – Grupo Anticorpus do HC/UFPR
“Recital Solo de Viola” – Victor Gulin

Relação de Oficinas Selecionadas


Oficinas Infantis
Jardim Criativo: Brincando e Colorindo Com a Natureza Anne Zugman
Rabiscar Não é à Toa, Desenhando Numa Boa Simone Ferreira
Gincana de Reciclagem Francine e Mariana
Repercussom Zaque de Freitas
Brincando Com Argila Deborah Barth
Brincadeira Dá Cena Luciane Figueiredo
Batucatu Pedro Solak
Oficinas acima de 15 Anos
Oficina de Produção de Crônicas - Quando a Arte Encanta o Jornalismo Luiz Andrioli
Viva Melhor Francine e Mariana
Tambor de Casa – Ritmos Brasileiros Ricardo Janotto
Stop Motion – Animação Fotográfica André Barroso da Veiga
Conceitos Básicos de Produção de Curta-Metragem em Vídeo Carlos Rocha e Luís Santos
Um Novo Olhar Para a Cidade Através da Interferência Urbana Olho Wodzynski
Modelagem da Figura Humana: Cabeças Ana Godoy
Presença de Palco: Música – Cena - Expressão Alexandrino DuCarmo
Teatro Musical Anderson Antoniacomi
Móveis em Bambu Onofre da Silva
Sentimentos Expressos em Mandalas Letícia Brasileiro
Entalhe na Madeira Francisco Agner
Música Latinoamericana Edwin Pitre

Oficina de Aprimoramento
Produção de Curta em Vídeo Carlos Rocha e Luís Santos





06 maio 2011

CONCURSO LITERÁRIO

ATENÇÃO POETAS! ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O IV PRÊMIO LITERÁRIO CANON DE POESIA 2011


O concurso cultural denominado IV Prêmio Literário Canon de Poesia 2011 é promovido pela Canon do Brasil Ind. e Com. Ltda, pessoa jurídica estabelecida na Cidade de São Paulo, inscrita no CNPJ sob o nº 046.266.771/0001-26, pela Fábrica de Livros, selo editorial do Grupo Editorial Scortecci, para autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes no Brasil.

Tem por objetivo descobrir novos talentos, promover a literatura e difundir a impressão digital de livros no Brasil. Este concurso é exclusivamente de cunho cultural, sem qualquer modalidade de sorte ou pagamento pelos concorrentes, estando aberto à participação de todos que assim o desejarem, sendo promovido pela empresa de acordo com a Lei n. 5768/71 e Decreto 70.951/72.

REGULAMENTO

Inscrições: até 15 de junho de 2011.

Ao fazer a inscrição, o Autor estará concordando com as regras do concurso, inclusive autorizando a publicação da obra em antologia e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.

O Autor poderá participar com 1 (uma) POESIA, de no máximo 5 (cinco) mil caracteres. Os trabalhos deverão estar em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto.

O tema é livre e a inscrição grátis. A POESIA deverá ter obrigatoriamente um título. Não há necessidade de pseudônimo. Não há obrigatoriedade de ser inédita.

Inscrições somente pela Internet através do Portal Concursos e Prêmios Literários.

A Parceria Canon do Brasil e Grupo Editorial Scortecci escolherão uma Comissão Julgadora composta de três membros de renomado prestígio literário e uma Comissão Organizadora que resolverá os casos omissos deste regulamento, se houver.

PRÊMIO:

Publicação da obra em antologia do IV Prêmio Literário Canon de Poesia 2011, selo editorial Fábrica de Livros / Scortecci, reunindo por ordem alfabética, 50 (cinquenta) POESIAS e seus AUTORES (minibiografia), conforme seleção e escolha irrevogável da Comissão Julgadora.

Características da obra: 1500 (mil e quinhentos) exemplares, formato 14 x 20,7 cm, com aproximadamente 100 páginas, ISBN e Ficha Catalográfica.

A obra NÃO será comercializada e sua venda proibida.

Os 50 (cinquenta) participantes escolhidos com as melhores POESIAS receberão como prêmio e a título de Direito Autoral, 10 (dez) exemplares da obra, além da divulgação e promoção da poesia pela Canon do Brasil pelo período de um ano em ações de Marketing e Propaganda.

Os livros de direito dos Autores Vencedores serão entregues no dia do lançamento da Antologia, em data e local a ser definido, posteriormente, pela Canon do Brasil. Os Autores Vencedores que não puderem comparecer ao evento receberão seus livros pelo correio.

CRONOGRAMA:

- Inscrições: Até 15 de junho de 2011.
- Período de seleção: Julho e Agosto de 2011.
- Resultado: Setembro de 2011.
- Edição e Impressão da obra: Outubro de 2011.
- Lançamento da Antologia, em São Paulo, Capital: Dezembro de 2011.

INFORMAÇÕES:

premiocanon2011@concursosliterarios.com.br
Telefones: (11) 3032.1179 ou (11) 3032.6501

BOA SORTE AOS QUE VÃO TENTAR!



01 maio 2011

SCHOPENHAUER E O OFÍCIO DO ESCRITOR 2

Boa tarde pessoal! Como disse num post anterior, vou compartilhando aqui alguns trechos que julgo mais interessantes da obra de Schopenhauer entitulada: Sobre o Ofício do Escritor. Espero que seja útil para os colegas que seguem ou desejam seguir essa linda profissão.

"Só quem tira diretamente da própria cabeça a matéria do que escreve é digno de ser lido".

"A vida real de um pensamento dura apenas até ele chegar ao limite das palavras: nesse ponto, ele se lapidifica, morre, portanto, mas continua indestrutível (...) Pois, assim que nosso pensamento encontra palavras, ele já não é interno, nem está realmente no âmago da sua essência. Quando começa a existir para os outros, ele deixa de viver em nós, como o filho que se desliga da mãe ao iniciar a própria existência".

"Para ser imortal, uma obra precisa ter tantas qualidades que não seja fácil encontrar alguém que as apreenda e avalie todas; no entanto, é comum acontecer de tal qualidade ser reconhecida e venerada por um indivíduo, outra por outro, de modo que o prestígio de uma obra se conserva ao longo dos séculos e na troca de interesses, enquanto ela é venerada ora neste sentido, ora naquele, sem nunca se esgotar.  Mas o autor de tal obra, isto é, aquele que visa a permanência e a uma vida ainda na posteridade, só pode ser um homem que não busca em vão, neste vasto mundo, seu igual entre seus contemporâneos, e que não apenas se destaca claramente em relação a todos os outros por uma diversidade muito notável, mas também que, mesmo se atravessasse, como judeu errante, varias gerações, ainda assim se encontraria na mesma situação; em suma, alguém a quem se aplique de fato o dito de Ariosto: "lo fece natura e o poi ruppe lo stampo"

(Schopenhauer)

12 abril 2011

SOBRE UMA DOAÇÃO DE LIVROS CONSCIENTE

Achei esse texto muito pertinente no http://www.blogdogaleno.com.br/texto_ler.php?id=9741&secao=13 e decidi compartilhar com vocês também. Boa leitura!

Doe livros como se fossem presentes


Luciano Antonio Alves - 07/04/2011
Quando o assunto é doação de livros, dentro de Unidades de Informação, muitos dos que lá atuam ficam temerosos. Esse parece ser mais um dos assuntos que tiram o sono de quem trabalha principalmente em Bibliotecas Públicas.
Nas situações em que a pessoa vai fazer a doação, já chega até o balcão da biblioteca com uma caixa cheia de livros e com o seguinte discurso: – Estou de mudança nesta semana, por isso fiz uma “limpa” nas estantes lá de casa e resolvi doar para a biblioteca. Vocês aceitam? E agora? Que dilema! Caso não haja critérios para o recebimento de doações espontâneas, vindas da comunidade, pode-se instalar aí um grande caos.

Vejamos: quando o sujeito chega dizendo que fez aquela famosa “limpa” nas estantes, é porque a coisa é mais feia do que parece. E ele não está brincando, não! Nesta ação ele limpou também muita poeira, fungos, insetos e muitos livros em desuso. É claro que a intenção, em geral, é das melhores, mas muitas vezes a pessoa nem se dá conta do que está fazendo. Afinal, ela quer melhorar as condições do acervo da biblioteca do seu município, ou quer apenas se desfazer de um entrave?
Seja qual for a intenção, o que precisa ficar claro é que o ato de doar deve ser um ato de desprendimento daquilo que se gosta. Ou seja, só vou doar aquilo que eu gostaria de receber como presente.

Com certeza ninguém iria doar uma roupa rasgada, um brinquedo quebrado ou comida estragada a alguém, ou iria? Nunca se sabe. O que precisa ficar claro é que com os livros deve ser a mesma coisa. Não se deve doar livros caindo aos pedaços, desatualizados ou infestados por cupins, brocas, traças e outras coisinhas mais. Tudo isso para lembrar que ao receber este tipo de doação, os funcionários de uma biblioteca utilizam uma boa parte do seu precioso tempo de trabalho para selecionar e descartar muitos materiais.

De uma maneira geral, o que sobra é um ou outro livro que se ajusta ao acervo da biblioteca. No entanto, nem tudo são lamentações, existem aquelas doações que dá gosto de se ver. O cidadão, preocupado com a qualidade do acervo da sua Biblioteca Pública, seleciona os livros que deseja doar e até mesmo liga antes para saber como proceder nestes casos. Os livros encontram-se em excelentes condições e o melhor, podem ser doados a outras intuições (bibliotecas comunitárias, por exemplo) caso não sejam pertinentes ao acervo da biblioteca. Então, lembre-se: ao decidir doar livros ou qualquer outro tipo de suporte (CD´s, DVD´s, dentre outros) a qualquer biblioteca que seja, doe aquilo que você gostaria de ganhar como presente de aniversário, combinado?

* Luciano Antonio Alves é bibliotecário na Biblioteca Pública Municipal Prefeito Rolf Colin – Joinville/SC.

05 abril 2011

Sesc abre espaço para leitores e novos escritores

ESSA DICA VAI ESPECIALMENTE PARA OS PAULISTANOS:


FONTE: PublishNews - 16/03/2011

O Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195. São Paulo/SP. Tel.: 11 3095-9400 11 3095-9400) está desenvolvendo o projeto Escritores de Quinta, um espaço voltado para a apresentação, crítica, debate e produção literária multimídia.

Realizado mensalmente, sempre em uma quinta-feira, tem curadoria dos escritores Bruno Cobbi, Edson Rossatto e Nelson de Oliveira.

O foco é a reflexão crítica sobre o trabalho de novos escritores e os modos e meios como a literatura é produzida na atualidade. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo telefone 11 3095-9492 11 3095-9492 (a partir do meio-dia).

A próxima edição do Escritores de Quinta acontece neste dia 17 de março, das 19h30 às 22h.





04 abril 2011

SCHOPENHAUER E O OFÍCIO DO ESCRITOR

Atualmente estou lendo um livro de Schopenhauer entitulado "O Ofício do Escritor". Neste livro encontram-se reunidos vários textos de Schopenhauer que tratam sobre: o estilo do escritor e o estilo; da leitura e dos livros; da língua e das palavras.

Já nas primeiras páginas percebemos o tom que ele dará ao livro todo:

"Antes de tudo, há dois tipos de escritor: os que escrevem por amor do assunto e os que escrevem por escrever. Aqueles tiveram idéias ou fizeram experiências que lhes parecem dignas de ser comunicadas; estes precisam de dinheiro, e por isso escrevem, por dinheiro. (...) Sendo assim, pode-se logo notar que escrevem para preencher o papel (...) Tão logo o percebemos, devemos nos desfazer do livro, pois o tempo é precioso. (...) Só quem é movido exclusivamente pela causa que lhe interessa escreve o que é digno de ser escrito. Que ganho inestimável haveria se em todas as áreas de uma literatura existissem apenas poucos, mas primorosos livros. Entretanto, nunca se chegará a esse ponto enquanto houver honorários a lucrar. (...) Portanto, confirma-se também aqui o provérbio espanhol: honra y provecho no caben en un saco (honra e dinheiro não cabem no mesmo saco). "
*O que caracteriza os grandes escritores (no gênero mais elevado), bem como os artistas,e, portanto, é um traço comum a todos eles, é o fato de levarem a sério o que fazem: todos os outros só se preocupam com as vantagens e o lucro.

Schopenhauer.

Ao longo da leitura, postarei novos trechos que julgar interessante. Comentem!