26 agosto 2010

AVISO AOS NAVEGANTES

Olá pessoal!

Primeiramente, quero pedir desculpas pela desatualização do blog, mas tenho um argumento que reduz minha culpa (displicência): estou atualmente trabalhando no meu primeiro romance entitulado "Amor, Maybe".

O livro já está pronto, faltando apenas umas correções finais e umas modificaçõezinhas aqui e acolá, mas tenho dedicado bastante tempo a isso pois planejo conseguir a publicação até o fim desse ano.

Qualquer novidade eu aviso vocês, por enquanto fiquem com um trechinho de "Amor, Maybe":

"Não, eu não negarei. Não negarei que a poeta estava morta, sem vida e apática, escondida em sua concha por medo de sofrer. Não direi que não neguei o dom, repeli-o sim e muitas vezes, por raiva das palavras que um dia tão docemente dediquei a você e descobri-as nas mãos insolentes de minha rival. Mas há coisas nessa vida que não podemos controlar, geralmente essas são as coisas que trazemos dentro de nós como a compaixão, a caridade ou a melancolia e não consegui manter fechada minha alma, pois meu coração não suporta se aprisionar. Descobri então que não foram as palvavras que me trairam, mas eu mesma, por ter tão facilmente despejado meus dons em tuas mãos ingratas."

22 julho 2010

NOVOS HORIZONTES

Depois de uma semana maravilhosa em Antonina-PR no Festival de Inverno da UFPR, ministrando uma oficina de atividades recreativas e culturais para os idosos do Patronato do Idoso de Antonina (PIA) com minha amiga Mariana, recebi hoje um convite para ministrar uma capacitação para professores de educação física em Passo Fundo-RS.

Estou muito feliz com as oportunidades que estão surgindo graças ao meu livro:
"Atividade Física para Idosos: Apotamentos Teóricos e Propostas de Atividades".

Quer comprar um também? tem no mercado livre, livrarias cultura, nilobook, etc...



Garanto que você não vai se arrepender!

Abraços! :D

10 maio 2010

MAIS UMA VITÓRIA


HAHAHAHA, MAS EU TÔ RINDO À TOA!

ACABEI DE RECEBER UMA NOTÍCIA MARAVILHOSA. MINHA AMADA AMIGA MARIANA E EU FOMOS SELECIONADAS PARA DAR UMA OFICINA NO FESTIVAL DE INVERNO DA UFPR EM ANTONINA-PR.

O FESTIVAL ESTA COMPLETANDO 2O ANOS E É ORGANIZADO PELA UFPR. TODOS OS ANOS NO MÊS DE JULHO ACADÊMICOS, PROFISSIONAIS, ARTISTAS E A POPULAÇÃO EM GERAL TEM ENCONTRO MARCADO EM ANTONINA, QUE TORNA-SE UM CENTRO DE CULTURA E DIVERSÃO.

JÁ ESTIVE LÁ MUITAS VEZES COMO VISITANTE E ADMIRADORA, MAS NESTE ANO TEREI A ALEGRIA DE IR COMO MINISTRANTE DE OFICINA! ESTOU MUITO FELIZ.

CONVIDO A TODOS À FICAREM LIGADOS E APROVEITAREM AS DIVERSAS OFICINAS QUE OCORRERÃO NO FESTIVAL ENTRE OS DIAS 10 E 17 DE JULHO. COM CERTEZA ALGUMA LHE INTERESSARÁ!

http://www.proec.ufpr.br/festival2010/index.htm

BEIJOS E QUE VENHA JULHO!!!

:)

MERCADO EDITORIAL

BOM DIA MEUS AMIGOS!

Sendo esse blog destinado a compartilhar reflexões, informações e tudo mais que se refira a literatura, me sinto muito feliz de poder divulgar aqui hoje um livro de um amigo meu. Não nos conhecemos, mas digo que ele é meu amigo pois seu livro muito me ajudou e ajuda a trilhar os caminhos para a realização de um sonho: publicar o meu próprio livro!

Estou falando do livro "MERCADO EDITORIAL: GUIA PARA AUTORES" de Andrey do Amaral (http://www.andreydoamaral.com/) que mostra o passo a passo para ter sucesso com uma editora comercial.

Digo por experiência própria que este livro me ajudou a evitar muitos erros básicos e também a poupar tempo na busca das editoras certas para as quais enviar meu material.

Andrey é um grande conhecedor da língua portuguesa e do mercado editorial. Estou tendo a oportunidade de trabalhar um dos meus livros com ele e recomendo muito!

Abraços!

04 maio 2010

RILKE, CARTA 10 - A ÚLTIMA

Olá Pessoal!

Estamos chegando ao fim de nossa caminhada pelas cartas do grande escritor Rainer Maria Rilke, espero que todos tenham se deleitado com sua sabedoria e meditado seus conselhos dados ao jovem Kappus, mas que muito servem para nós também.

Para terminar, o último trecho da última carta, datada de 1908.

"Também a arte é apenas um modo de viver, e é possível se preparar para ela sem saber, vivendo de uma maneira ou de outra. Em tudo o que é real há mais proximidade dela do que nas falsas profissões semi-artísticas que, ao simular uma proximidade da arte, na prática negam e atacam a existência de qualquer arte. Por exemplo, todo o jornalismo faz isso, assim como quase toda a crítica e três quartos do que se chama e pretende ser chamado de literatura. Alegra-me, em suma, que o senhor tenha superado o perigo de cair nessa armadilha e se encontre em meio a uma realidade bruta, solitário e corajoso. Espero que o próximo ano o mantenha assim e o fortaleça.

Sempre seu,

Rainer Maria Rilke"


Um grande abraço a todos os escritores!

30 abril 2010

RILKE, CARTA 9

BOM PESSOAL, ESTAMOS QUASE NO FIM DAS 1O CARTAS QUE O GRANDE ESCRITOR RAINER MARIA RILKE ESCREVEU AO JOVEM FRANZ KAPPUS, ESPERO QUE VOCÊ ESTEJAM APROVEITANDO ESSA IMENSA FONTE DE DELEITE E APRENDIZADO QUE SÃO ESSAS CARTAS DA MESMA FORMA QUE EU APROVEITO.

ESSA É A CARTA NÚMERO 9 DATADA DE 04 DE NOVEMBRO DE 1904, ATUALÍSSIMA, COMO TUDO QUE RILKE ESCREVEU.

"É sempre o que eu já disse, sempre o desejo de que o senhor descubra em si mesmo paciência o bastante para suportar e simplicidade o bastante para acreditar. Que o senhor ganhe mais e mais confiança para aquilo que é difícil, para a sua solidão em meio aos outros. De resto, deixe a vida acontecer. Acredite em mim: a vida tem razão, em todos os casos."

"Sua tendência para a dúvida pode se tornar uma boa qualidade se o senhor a educar. Ela precisa se tornar um saber, precisa se tornar crítica. Pergunte a ela, a cada vez que quiser estragar algo seu, por que algo é feio, exija provas dela, teste-a, e o senhor talvez a deixe indecisa e confusa, talvez revoltada. Mas não desista, reivindique argumentos e aja assim, de modo atento e coerente, a cada vez. Dessa maneira chegará o dia em que sua dúvida se converterá de uma distribuidora em sua melhor colaboradora - talvez a mais esperta no meio de tudo aquilo que trabalha na construção de sua vida".

17 abril 2010

RILKE, CARTA 8

Carta 8, datada de 12 de agosto de 1904, de Rilke para Kappus.

"Se nos fosse possível ver além do alcance do nosso saber, e ainda um pouco além da obra preparatória do nosso pressentimento, talvez suportássemos as nossas tristezas com mais confiança do que nossas alegrias. Pois elas são os instantes em que algo de novo penetrou em nós, algo conhecido; nossos sentimentos se calam em um acanhamento tímido, tudo em nós recua, surge uma quietude, e o novo, que ninguém conhece, é encontrado bem ali no meio, em silêncio.

Acredito que quase todas as nossas tristezas são momentos de tensão, que sentimos como uma paralisia porque não ouvimos ecoar a vida dos nossos sentimentos que se tornam estranhos para nós. Isso porque estamos no meio de uma transição, em um ponto no qual não podemos permanecer. (...)

Não somos capazes de dizer quem chegou, talvez nunca chegamos a saber, mas vários sinais indicam que o futuro entra em nós dessa maneira, para se transformar em nós muito antes de acontecer. Por isso é tão importante estar sozinho e atento quando se está triste: porque o instante aparentemente parado, sem nenhum acontecimento, no qual o nosso futuro entra em nós, está bem mais próximo da vida do que acontece como que vindo de fora. (...)

É necessário que isso ocorra. É necessário - e dessa maneira se dá aos poucos nossa evolução. (...)

No fundo é esta a única coragem que se exige em nós: sermos corajosos diante do que é estranho, mais maravilhoso e mais inexplicável entre tudo com que nos deparamos. (...)

É preciso ter paciência como um doente e ter confiança como um convalescente, pois talvez o senhor seja ambas as coisas. Mais ainda: o senhor também é o médico que tem de tratar de si mesmo. Mas em toda doença há muitos dias em que o médico não pode fazer nada além de esperar. E é isso, mais do que qualquer coisa, que o senhor, por ser seu próprio médico, precisa fazer agora. Não se observe demais. Não tire conclusões demasiado apressadas daquilo que lhe acontece; deixe simplesmente as coisas acontecerem. (...)

Se ainda posso acrescentar algo, é o seguinte: não acredite que quem procura consolá-lo vive seme sforço, em meio às palavras simples e tranquilas que às vezes lhe fazem bem. A vida dele tem muita labuta e muita tristeza e permanece muito atrás dessas coisas. Se fosse de outra maneira, nunca teria encontrado aquelas palavras."